quinta-feira, 20 de dezembro de 2018



                                                               Barcelona









terça-feira, 27 de novembro de 2018





                                                  Zadar  -   Croácia
 






































                                           O painel fotovoltaico iluminado.













quinta-feira, 1 de junho de 2017







Estou numa fase de bonequinhas. Andei olhando umas repaint e adorei. Achei que era algo que gostaria de fazer. Pintar bonecas parece mais rápido e de fácil finalização do que pintar telas. Sempre gostei de fazer retratos e desenhar rostos. Achei alguns videos no You Tube mostrando pinturas de reborn com tinta a óleo e, sendo o que mais tenho aqui em casa, resolvi tentar. Fui garimpar algumas cabeças de Barbie que eu guardava esperando corpos sem cabeça para juntar e formar novas bonecas para doar. Então resolvi comprar uma boneca e transformá-la. Gostei. 





Comprei essa bonequinha no E-Bay. Paguei U$ 78.00 por ela nua e sem sapatos para descobrir depois que na Etsy tem a mesma boneca com belos vestidos e botinhas por preço menor. Mesmo assim, fiquei satisfeita, pois o cabelo na foto do site é opaco e desalinhado e quando ela chegou tive a surpresa de ver que tem um cabelo lindo e brilhante. Escolhi a boneca de olhos e cabelos castanhos e cortei um bom pedaço, pois é muito exagerado o comprimento. 
Então peguei minhas tintas e pincéis e comecei o trabalho. Usei preto, marrom, branco e magenta diretamente dos tubos, pois a quantidade é mínima. Deixei secar naturalmente e leva um bom tempo, mais ou menos uns quinze dias. Vi que se deve misturar uma pequena quantidade de secante de cobalto para apressar a secagem e também pode usar secador de cabelo. Após secar, alguns mandam passar verniz fosco para fixar. Não fiz nada disso. Também não vou ficar passando a mão na cara da boneca para testar se fixou ou não. Eis o resultado:








A bichinha estava ainda nua e era preciso providenciar roupa e sapatos. Em uma tarde consegui deixá-la vestida e calçada. Encontrei alguma coisa nos meus guardados, pois gente que costura e inventa tem sempre muitos guardados. É um pedaço de fita que amarrava o pacote de algum presente. É um pouco de renda. É o forro de uma bermuda que marido mandou tirar porque irritava a pele, mas era um tecido fino e lindo. É retalho bonito garimpado aqui e ali. No caso, encontrei dois pedaços de mangas que cortara de uma blusa e que, casualmente, fechou justinho na cintura da bonequinha. Achei uma blusa de um tecido brilhante. Um pé de meia deu um par e sobrou para outros arranjos. Um pedaço de tecido camurçado deu para fazer as botas. Não tinha nada para fazer a sola e ficou sem sola mesmo. Afinal, ela não vai caminhar no chão. Encontrei uns fuxicos que havia retirado de um chapéu e costurei-o com três pérolas em uma fita, das tais que amarravam pacotes de presentes.

 Fiz a roupa de baixo com o tal pedaço de forro retirado da bermuda. Achei muito bonito e macio. Tenho certeza de que ela não vai reclamar de irritação.



E tchan tchan tchan tchan! Eis como ficou com a roupa: saia de pedaço de manga, jaqueta brilhante em tecido que parece feito para boneca mesmo, meias de pedaço de um pé de meia e botinhas sem sola. Fiquei muito satisfeita e até gostaria de fazer algumas dezenas, centenas, mas penso que aí perderia a graça e se tornaria trabalho.








                                    Está bem! Concordo. Tem gente que não cresce nunca.







quinta-feira, 6 de abril de 2017


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Minha amiga canta. Onde vai sempre acha um microfone. Agora está cantando num navio no Caribe.
Em Paris, íamos para um barzinho de karaokê e ela catou quatro músicas da Alcione para cantar. Disse que se recusava a cantar qualquer uma da extensa lista de cinco páginas de pagode e sertanejo.
Isso foi em 2013. Em 2015, já nem as quatro músicas da Alcione estavam lá. Só pagode e sertanejo. Assim caminha a humanidade e a nossa música pelo mundo.


Numa esquina de Montmartre, havia três músicos cubanos tocando solitariamente. Sentamos a uma mesa e minha amiga já foi cantar. Em pouco estavam gravando um vídeo para colocar no youtube. Havia duas ou três pessoas numa mesa na calçada e nós dentro do bar. Saímos às três da madrugada para pegar o ônibus madrugadão para o centro onde ficava nosso apartamento alugado. Numa fonte em frente ao bar uma mulher de uns cinquenta anos entrou na água. Ela estava em um grupo. Acho que todos estavam bêbados. 


                                 Parecia uma cena de "A Doce Vida" de Fellini.



O ônibus veio lotado de homens com cara de trabalhadores cansados. Fomos de pé até a estação Gare de L'Est onde teríamos que esperar outro para o centro.Quando se aproximou da estação, a calçada tinha como uma coluna preta por uma meia quadra. Eram os fiscais todos vestidos de preto, com coletes à prova de balas e fuzis. Nosso ônibus parou, descemos e caminhamos para a outra calçada para a parada do ônibus seguinte. Os fiscais entraram assim que saímos e fecharam as portas, prendendo todos os homens lá. Perguntei a um rapaz, o florista que sempre está vendendo flores no Moulin Rouge e que eu já conhecia de vista, o que era feito com quem não apresentasse o ticket e não tivesse dinheiro da multa (50 euros) e ele disse que eram levados presos por uns 3 dias. Nosso ônibus veio e não sei se alguém foi preso, mas a operação toda é um estardalhaço. 

Andar de ônibus na madrugada em Paris é inesquecível. Naquele tempo ainda não havia medo. Só olhar as ruas desfilarem quietas e adormecidas na escuridão.

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