terça-feira, 3 de janeiro de 2017






Três dias em Londres. e nos perdemos três vezes. Cidade enorme. 
O National Hotel já é tão grande quanto uma cidade. Andares, corredores, vários elevadores. Mais ou menos seis em cada bloco. Corredores a perder de vista. À noite as portas eram fechadas e os corredores pareciam menores. Tivemos a sorte de ficar no sexto andar, num quarto de frente, bem na esquina. Não sei se seria sempre assim, mas os carros de polícia passavam ao longo da avenida,de dez em dez minutos, com a sirene aberta. 

                                                      Vista da janela do quarto



 Fiquei um bom tempo observando esse homem trabalhar sem nenhum equipamento de segurança na altura do quinto andar. Ele subia e descia do banquinho e ia colocando esses ferros atravessados sobre os outros dois longos. Nessa foto, ele está com um pé no banquinho e outro no ferro, completamente solto.


Na primeira noite, nos orientamos até excepcionalmente bem. Saímos a caminhar e, de repente, deparamos com as luzes do London Eye e ao dobrarmos a esquina eis que vi, através do vidros de um restaurante, os enormes cartazes do Lion King, cujos ingressos eu comprara pela internet. 


Na segunda noite, saímos com alguma antecedência para chegar ao Lyceum Theatre. Decoramos direitinho o caminho. Dobrar na esquina da loja que tinha umas pedras, andar...quantas quadras mesmo? Andamos e lá pelas tantas achei que estávamos perdidas. Pedi orientação a uma moça e ela explicou que já havíamos passado, que devíamos retornar. Retornamos umas duas quadras. Desconfiei que algo não estava bem e pedi informações a um grupo. Eles nos mandaram de volta ao ponto em que estávamos. A moça nos havia informado tudo errado. 
Enfim no teatro, estranhei que o pessoal saía de uma porta ao lado com as mãos cheias de pacotes de pipoca, refris e lanches. Lá eles comem no teatro! Ao menos em peças infantis, pois nos outros não vi isso. 
Sentamos na última fila da plateia. Atrás e ao lado estavam adolescentes com seus professores. Um professor sentado na frente da minha amiga e outro fechando o cerco no fim da fileira em que estávamos. Na minha frente, três meninas adolescentes que não pararam um minuto de cochichar e rir e sentar acocoradas nas poltronas. Os meninos a meu lado não incomodaram em nenhum momento. 
A peça é fantástica. Luzes, música, cenários, tudo lindo. Lá pelas tantas, as portas atrás de nós se abrem e entram pelo corredor, elefantes e girafas (armação de pano, é claro) e se encaminham lentamente para o palco. Fantástico!
Mas lá como cá, professores não conseguem manter adolescentes quietos. 








Um comentário:

  1. A música, as cores, os bichos, cenários, adorei tudo em Rei Leão. Foi um sonho feito realidade estar lá na plateia.

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