Quando estava na universidade, escrevi para a embaixada da Espanha, tentando descobrir alguma coisa sobre os parentes. Minha mãe disse para não fuçar na história, porque era inútil. Recebi uma resposta depois de alguns meses, cinco ou seis, me mandando cantar em outra freguesia, ou, que era impossível desde o Brasil averiguar a existência de alguém em Vigo. Era pré-internet. Depois de mais de um século, a comunicação ainda era impossível.
A carta vinha timbrada.
E trazia essa desalentadora resposta:
Já com a internet, entrei no facebook, numa página de Vigo, postei perguntas para todos os Alonso Pereira e Pereira Alonso, mas ninguém respondeu. Devem ter ficado com medo de ser alguém querendo um pezinho para viver na Europa. O mesmo que minha mãe dizia. Ela falava: - Vais fuçar tanto nesse assunto que, quando vês, tem um bando de espanhóis na tua porta para morarem aqui.
Resultado: nada de pontes para Vigo.
Pontes de Vigo
Belas e intransponíveis


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