domingo, 18 de dezembro de 2016





Aos poucos as regras vão entrando e fazendo parte de nossas vidas. O cinto de segurança é uma delas. Outras são o estatuto do idoso, o estatuto da criança e as leis de preservação da natureza e das espécies em extinção.





Nesta, infelizmente, não se inclui o ser humano e este pode continuar sendo morto à vontade.










Num tempo não tão distante, faziam-se coisas impensáveis hoje, sem que se levantasse a lei e
 a sociedade toda numa clamorosa defesa.



Uma manhã, vi entrar pelo portão da faculdade uma tartaruga enorme, maior do que uma banheira, caminhando lentamente,porque, é claro, era uma tartaruga e elas andam lentamente. Vinha cercada pelos professores da faculdade e o clima era de festa. Parecia Elizabeth Taylor como Cleópatra, entrando em Roma.


                                                  Cleópatra entrando em Roma


                                                         Tartaruga andando lentamente



À tardinha, ela já estava empalhada. 

Deve estar até hoje em nosso museu, mas, considerando o que vivem as tartarugas, ela deveria ainda estar na natureza, vivendo sua vidinha mais ou menos. 


E ninguém ficou sabendo, pois não existiam celulares ou internet.
As redes sociais hoje transformaram o mundo e qualquer um, com uma filmagem de celular, coloca um vídeo no YouTube e faz sua denúncia para todo o planeta.


Dizem que uma tartaruga pode viver até por 400 anos, tempo de vida que sempre defendi deveria ser o do homem. Sinceramente, para que um ser vai viver por 400 anos com uma mente de tartaruga, sem filmes, sem livros, sem pratos diferentes, pizza, hot dog, champanhe, preso dentro de um casco que não pode tirar nem um pouquinho, mesmo que sufoque de calor? Como se costuma dizer: "Isso não é vida"!


 Tartarugas se protegendo do calor embaixo de uma sombra, pois a temperatura alta ao sol as faz sentir um calor insuportável dentro dos cascos.




                                Carapaças de humanos abrigadas do sol por causa do calor.










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