Pelo lado de meu pai, sei que um galho do arbusto foi plantado no Uruguai, mais precisamente numa fazenda nos arredores de São Carlos.
Meu avô apareceu na vila onde morava minha avó paterna, montando um belo cavalo, cheio de arreios de ouro. A mulherada enlouqueceu como se fora o próprio Capitão Rodrigo Cambará apeando em Santa Fé.
Minha vó estava mais para Ana Terra. Acho que ela tinha alguma ascendência índia, talvez paraguaia ou boliviana. Tinha traços fortes e um cabelo preto e grosso. Suas pernas pareciam duas colunas sustentando o peso do corpo, nem muito magro nem gordo. Comandava sua tribo com mão forte e assim foi até os noventa e quatro anos.
Muitas moças disputando a atenção do cavaleiro e ele foi escolher minha avó. A forte da relação foi ela. Carregou o fardo por uma vida, até que ele morreu. E não foi nada fácil.
O pai havia expulsado o filho de casa e deserdado. Naquele tempo, filhos eram deserdados sem problemas. Ele saíra com apenas um cavalo e alguns trocados.
A razão da expulsão era ser o moço um jogador inveterado. Jogava todo o dinheiro que lhe passava pelas mãos e assim foi até o fim.
Nunca houve qualquer contato com a família no Uruguai.
Eis outro elo perdido.
Há coisas bem mais construtivas a se fazer com cartas.




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