sexta-feira, 23 de dezembro de 2016





 A maior invenção do século para os viajantes foi a mala de rodinhas. Os carregadores que pululavam nas rodoviárias e estações de trem não devem ter gostado. Mas sem elas deveria ser um suplício empreender viagens longas e carregar a bagagem. Primeiro foram as de duas rodinhas, mas agora nem imagino viajar com mala de menos de quatro rodinhas. Mas é preciso escolher bem, pois por duas vezes ocorreu delas não andarem depois de carregadas. Por duas vezes joguei dinheiro fora.



 Essas moças lindas posando com suas malinhas são apenas modelos fazendo pose com malas vazias.






 Como não é meu caso fazer pose, levo uma semana tirando e botando coisas na mala. Peso várias vezes. Tiro tudo o que parece exagero: blusas demais, vestidos demais, calças demais, casacos demais? Fora! Apenas o essencial!
Mas...e se eu quiser variar, se precisar de um casaco mais grosso, mais fino, mais neutro, mais chique? Ah, só mais um, mais dois, mais três...




Duas semanas antes da viagem, esvazio uma prateleira e vou colocando tudo à medida que vou lembrando e achando que vou precisar para escolher depois. Faço a lista. Tudo certo. Mas na hora de escolher...que suplício! 
Ainda tem os cremes, sapatos, aparelhos, carregadores. A mala vai ficando pesada. Então, tiro tudo de novo e tento diminuir outra vez e outra e outra.
Meu filho e minha nora passaram um mês em Nova Iorque e duas horas antes de saírem de casa a mala ainda não havia sido feita. Jamais chegarei nesse nível. Em todo caso, adoro preparar a bagagem. Considero como parte da viagem.
Como vou sempre por um mês ou dois, a tralha para carregar é infinita.

Meu próximo sonho de consumo é uma assim, pois diminuiria o drama de procurar alguma coisa e só achar quando chego em casa e vou separar a roupa para lavar e os cremes voltarem a seus lugares nos armários. 




Tenho absoluta certeza de que estou em franco mergulho de autoconhecimento e desapego e conseguirei um dia viajar assim:







Um comentário:

  1. Meu sonho também é viajar sem bagagem, mas isso é impossível para mim.

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