Eu teria, talvez, uns cinco anos. Minha mãe esperou romper o ano, pegou uma sacola bem grande, encheu dos seus famosos lanches e saímos, eu e ela e a escuridão.
Fomos de bonde até o fim da linha. Dali, começamos a andar pela estrada. Como já mencionei, naquele tempo não havia quase nenhum trânsito. Agora os carros passam praticamente colados uns nos outros. Andamos e andamos.
Fomos de bonde até o fim da linha. Dali, começamos a andar pela estrada. Como já mencionei, naquele tempo não havia quase nenhum trânsito. Agora os carros passam praticamente colados uns nos outros. Andamos e andamos.
A família do meu pai sempre se reunia nessas datas. Vinham tios e primos de todos os cantos. Acho que meu pai já tinha ido. Disso não lembro. Talvez tivesse se antecipado para ir pescar com os parentes.
Minha avó estava morando fora da cidade e minha mãe não sabia exatamente onde seria a chácara em que estariam.
Volta e meia, ela parava e gritava os nomes de minha avó e minhas tias.
Então minha mãe resolveu entrar em uma chácara e fomos caminhando por entre a plantação.
Os cachorros começaram a latir e ela resolveu voltar para a estrada, desistindo de se aproximar da casa ainda distante uns cem metros.
Caminhamos mais um pouco e ela chamou em outra porteira e eis que a porta da casa se abre e aparecem minhas tias.
Minha mãe contou nossa peregrinação e todas se apavoraram
- O dono é louco! - disseram - Ele pega a espingarda e dá tiros quando alguém entra na chácara!
Escapamos por pouco!
- O dono é louco! - disseram - Ele pega a espingarda e dá tiros quando alguém entra na chácara!
Escapamos por pouco!







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