Minha tia por parte de pai era uma moleca. Tinha onze anos mais do que eu, mas marcou muito minha infância. Sempre gostei muito dela e assim foi durante toda a sua vida.
Ela nadava e me levava nas costas. Eu deveria ter perdido o medo. Não perdi. Nunca aprendi a nadar. Tenho pânico até na piscina de hidroginástica. Mas conheci a sensação gostosa do movimento mergulhada na água.
Com ela cavalguei, tal como andava no tanque da moto com meu pai. Ela me levava na sua frente e lá íamos pocotó...pocotó...pocotó...
Fascinada pela figura, como beleza, garbo e perfeição, nunca ousei subir no lombo de um cavalo sozinha. Mais duas que vou deixar para a próxima encarnação.
De verdade, eu só aprendi bem foi a andar de bicicleta.
Pedalava os dias inteiros e fiz isso por muitos e muitos anos, até um carro me bater na traseira da bicicleta e eu voar sobre o guidão, quebrar o braço e ter minha bela dentadura arruinada depois de anos de aparelho.
Por sorte achei, depois de muita busca, um dentista esteticista que me corrigiu os problemas sem grandes dramas e custos.
Por sorte achei, depois de muita busca, um dentista esteticista que me corrigiu os problemas sem grandes dramas e custos.
Uma das razões para as pessoas não andarem de bicicleta é o medo de serem atropeladas por um carro.
Aposentei os pedais. Só os da ergométrica agora.
O progresso deveria ter parado quando o homem inventou a bicicleta.
Fui boa motorista também.
Dirigi durante muitos anos e gostava tanto que ia de carro ao supermercado a duas quadras de casa.
Tinha mais segurança de atravessar uma rua de carro do que a pé.
Mas aí meu carro foi roubado.
E isso é uma outra longa história.
A vida é igual a andar de bicicleta. Pra manter o equilíbrio, é preciso se manter em movimento.





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